domingo, 25 de janeiro de 2015

Truffaut ou Godard ??

Aos interessados em Cinema como arte, um breve momento de L' Homme qui aimait les femmes, de François Truffaut. Godard, da segunda fase, rendeu-se completamente ao marxismo. 


De volta ao meu aconchego

Aos poucos vou retomando as atividades desse blog. A minha descrença no melhoramento da cultura brasileira, somada ao pessimismo em que me encontro com relação às possibilidades de a política ou sistema educacional brasileiro substituir a fórmula vigente no último e  neste século: marxismo + luta de classes + doutrinação ideológica ( = imbecilização e estupidificação do espírito humano), por Cultura clássica + Língua fortalecida pelo tronco latino + formação, ao menos razoável, em Artes, Filosofia, História, Sociologia e Literatura (= Autonomia de espírito) me movem cada vez mais a um isolamento e trabalho solitário. Trabalho este que estou disposto a enfrentar com mais disposição a partir de agora, pois já se vão mais de duas décadas dedicadas a compreender o Brasil ou, como diria o professor Olavo de Carvalho, entender qual é o nosso lugar no mundo, e qual é o futuro do pensamento brasileiro. Levei quase três décadas montando vagarosamente o meu quebra-cabeças e, evidentemente, ele ainda não está e nem ficará pronto nunca; sempre haverá peças fora do lugar e peças que, naturalmente, eu desconheça. Acredito ter tomado a melhor decisão que podia, me calando. Já não tenho paciência nem idade para continuar polemizando. Cansei de ver exército de pessoas entregue ao obscurantismo e às bandeiras de luta sociais como se estas fossem a única solução para os problemas da vida brasileira; ou como se os que chegassem ao poder não viessem das mesmas origens daqueles que reclamam por mudanças e não estivessem embebidos das mesmas ideias e teorias. Vejo em Leonardo da Vinci e seus Códices soluções para os mais variados problemas da vida humana. Isto, contudo, nem tem sido suficiente para que as pessoas evitassem o discurso único, à uniformização da cultura e do pensamento. Exemplos de sacrifícios individuais que resultaram em uma vida social melhor estão em toda a parte, mas a verdade é que vivemos um período de ignorância extrema. Jamais se vê em toda a história das civilizações a posse material preceder a formação do intelecto e do espírito. Por aqui estamos anestesiados por promessas marxistas de um desenvolvimento econômico que norteie o desenvolvimento cultural, quando ao que me parece, é exatamente o contrário. Quando se vê em que condições Aristóteles, Platão, Camões e tantos outros espíritos iluminados contribuíram para melhorar o mundo com o seu pensamento, não nos escapa esta simples indagação: Como é que chegaremos à tão pretendida civilização, almejada por séculos no Brasil, sem alcançar a elevação e autonomia do espírito? Falo por mim, pois, particularmente, nunca me ausentei dos meus livros, discos, passeios culturais etc., mesmo na mais absoluta pobreza. Lembro-me bem de ter adquirido a obra Vontade de Amar, (me parece que é um extrato da obra O mundo como vontade e representação) de Arthur Schopenhauer, com quinze ou dezesseis anos. Costumava carregar feira em galeotas, quando tive acesso de forma entusiástica a esta obra. A leitura deste livro me marcou para sempre, pois abriu portas para que eu lesse ao menos sete obras de Nietzsche, Crime e Castigo, de Dostoievski, Goethe, Aristóteles, Platão, uma linda história contida em Trabalhadores do mar, de Victor Hugo e uma infinidade de biografias, que ainda tenho até os dias de hoje. Fiz estas leituras até os 21 anos de idade,  a ponto de homenagear Schopenhauer dando ao meu primeiro filho o nome dele. Se, ao atravessar todos os graus de dificuldades materiais que atravessei, ainda me é possível abordar tal assunto como quem o compreende infinitamente melhor hoje, não entendo porque é que a tantos a tarefa pareça impossível. Vou encerrando estas linhas por hoje, deixando no vídeo abaixo reflexões sobre estes assuntos de alguns autores de peso, como Olavo de Carvalho, Rodrigo Gurgel e Ângelo Monteiro.  
 
 

 
 

Divulgando

Aproveito para divulgar algumas pinceladas desse lindo trabalho realizado pelo grande instrumentista Paulo Moura e o Teatro do Som. As músicas estão no disco intitulado Alento.
Meditativo e relaxante!!

sábado, 24 de janeiro de 2015

Cheio de confiança no meio da perseguição...


Armaram laços aos meus pés, e deprimiram a minha alma. Cavaram diante de mim uma cova: (eles mesmos) caiam nela.

O meu coração, ó Deus, está firme; cantarei e entoarei salmos.

Desperta minha alma; despertai saltério e cítara; eu despertarei a aurora.

Louvar-te-ei entre os povos, Senhor; entoar-te-ei salmos entre as nações;

porque a tua misericórdia é grande até ao céu, e a tua fidelidade, até as nuvens.

                                                                                                                  Salmos 56: 7-12