domingo, 23 de agosto de 2009

sábado, 22 de agosto de 2009

Parece que me enganei...

A queda do presidente de Honduras, as pressões que Rafael Correa vem sofrendo no Equador e, por último, o acordo militar entre Estados Unidos e Colômbia, têm dado uma boa demonstração de que em política aparência e realidade são duas faces pouco dissociáveis de uma mesma moeda. No ritmo em que as coisas estão andando, há um sério risco de que a contribuição do governo Obama seja tão prejudicial à Região Sul quanto aquela do seu antecessor, George W. Bush. Uma matéria publicada hoje pela Uol (integrante daquele grupo criticado pelo Dines, abaixo), mostra nas entrelinhas as preocupações do presidente do Brasil. A frustração de Lula parece indicar que o princípio de sintonia entre EUA e América do Sul começou a ser rompido. Confiram matéria a partir do link:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u613463.shtml

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Imprensa em Questão

ANJ, 30 ANOS

Para celebrar é preciso contar a verdade

Por Alberto Dines em 18/8/2009

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) comemorou na segunda-feira (17/8) o seu 30º aniversário. Jornalões e jornaizinhos abriram os seus champanhes e espumantes numa festa nacional, já que a entidade congrega 140 veículos, cerca de 90% da circulação dos diários editados no país (dados fornecidos pela presidente da associação, Judith Brito, em O Globo, 17/8, pág. 7).
Há sindicatos patronais mais antigos e até economicamente mais poderosos. Poucos, porém, conseguem obter a visibilidade da ANJ. Por óbvias razões: além da função legítima de lobby empresarial, a entidade funciona como um gigantesco pool em que o compartilhamento ocorre num nível acima do mero intercâmbio de informações jornalísticas.
A ANJ é um fascinante caso de estudo na esfera da ciência política, mas poucos acadêmicos se aventurariam a cometer um haraquiri profissional e condenar-se a um prematuro ostracismo. O livro A Força dos Jornais: os 30 anos da Associação Nacional de Jornais no processo de redemocratização brasileiro, de autoria da presidente da entidade em parceria com Ricardo Pedreira, ainda não está disponível nas livrarias, nem foi enviado às colunas e órgãos especializados. Não apenas este observador, mas certamente uma legião de cidadãos teria o maior interesse em examinar a trajetória desta instituição.
Greve fracassada
Por ora, somos obrigados a nos contentar com a mais completa matéria sobre a efeméride publicada no Estado de S.Paulo (domingo, 16/9, pág. A-10) e o material dado na Folha de S.Paulo (para assinantes), na terça-feira (18). A reportagem do Estadão merece calorosa saudação porque a cronologia da imprensa brasileira começa com os registros ao precursor do nosso jornalismo – o Correio Braziliense – e ao patriarca da nossa imprensa, Hipólito da Costa. Como sabem os leitores, espectadores e ouvintes dos Observatórios da Imprensa, estes comezinhos registros deveriam ter sido consignados há mais de um ano (maio-setembro de 2008), quando foram comemorados os 200 anos da fundação da imprensa brasileira. Aliás, não houve comemoração. A efeméride foi rigorosamente banida e ignorada pela ANJ.
A reabilitação do maçom Hipólito da Costa e do mensário que solitariamente editou ao longo de 14 anos no exílio londrino é o maior presente que a ANJ ofereceu à sociedade brasileira no seu natalício. Soa como uma reconciliação dos nossos jornais com a história do país. Tardia, porém certamente definitiva.
Os louvores ficam por aí. No que tange à própria crônica da ANJ, os erros são gritantes. O principal deles: a ANJ não foi criada em 17 de Agosto de 1979 para defender a liberdade de imprensa, como informa o título da matéria do Estadão. A associação foi criada como uma resposta direta à greve dos jornalistas de São Paulo, decidida pouco antes (17 de maio de 1979), efetivada dias depois (23/5) e, finalmente, encerrada após um rotundo fracasso (29/5). Quem reconheceu este fracasso com a autoridade de um dos mais bem sucedidos líderes sindicais brasileiros foi o ex-metalúrgico e já então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. [Um relato das lembranças de Lula sobre a greve de 1979 pode ser lido no final do artigo "Elas", de Luiz Garcia, reproduzido neste OI (rolar a página) e no texto "A boa nova não foi notícia", deste observador).
Sem diálogo
A reação dos empresários foi natural e legítima dentro da jurássica lógica da luta de classes. Ilegítima porque inverídica é esta versão tardia e mal-costurada de que as negociações para a criação da ANJ começaram um ano antes da sua criação.
O patronato jornalístico do Rio e de São Paulo jamais conseguiu materializar uma entidade. O Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais do Rio de Janeiro era uma ficção. Seu habilidoso presidente, Antônio de Pádua Chagas Freitas, responsável pela transformação de O Dia numa grande empresa jornalística, deputado pelo antigo MDB (e padrinho do atual deputado Miro Teixeira), era informalmente presidente vitalício porque só ele conseguia comunicar-se simultaneamente com os arqui-rivais Manoel Francisco do Nascimento Brito (Jornal do Brasil) e Roberto Marinho (O Globo).
Em São Paulo não havia comunicação direta entre os principais acionistas dos ferrenhos concorrentes Folha e Estado. Os Mesquita não falavam com Octavio Frias de Oliveira, a comunicação entre as duas empresas dava-se por intermédio do relacionamento do sócio minoritário Carlos Caldeira Filho com o superintendente do Grupo Estado, José Maria Homem de Montes.
Operação inteligente
Apesar de fracassada, a greve dos jornalistas assustou o empresariado. Bem intencionada, a reportagem do Estadão atribui ao jovem jornalista Cláudio Chagas Freitas a idéia de reunir as empresas na mesma mesa ou debaixo do mesmo teto. O filho de Chagas Freitas era um jornalista dinâmico, entusiasmado, mas as suas preocupações concentravam-se principalmente no âmbito do jornalismo esportivo.
É justo que a ANJ queira homenagear o pai, o ex-deputado Chagas Freitas (mentor espiritual da ANJ), mas não deveria fazê-lo às custas da verdade histórica. Sobretudo porque Chagas Freitas senior, arrasado com a prematura morte do filho, acabou entregando sua próspera empresa a Ary de Carvalho numa exótica operação, anos depois legitimada pela ANJ.
A criação da ANJ foi uma operação extremamente inteligente em matéria corporativa e permitiu a entrada em cena da segunda geração de empresários (no caso do Estadão, a quarta). Os herdeiros das grandes empresas jornalísticas não se conheciam e souberam superar as idiossincrasias que confrontaram os seus pais. Discutível é o uso que mais tarde fizeram desta aproximação.
Compromisso jornalístico
A ANJ foi criada para evitar novas greves de jornalistas, esta é a verdade. Suas primeiras ações não visavam à preservação da liberdade de expressão, que naquela época era uma remota aspiração. Sua iniciativa política mais consistente e estridente foi o início da cruzada contra a obrigatoriedade do diploma específico, em 1985, depois da eleição de Tancredo Neves e do seu vice, José Sarney, quando se evidenciou a necessidade de uma nova Constituição.
O festejo empresarial é justo e deveria ser compartilhado por todos os segmentos da atividade jornalística. Já houve tempo em que a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), então presidida por Américo Antunes, e a ANJ, presidida por Jaime Sirotsky, participaram de eventos comuns, sem qualquer constrangimento, defendendo com dignidade posições opostas.
Em 1992, em Brasília, ANJ e Fenaj organizaram um seminário denominado "O Papel do Jornal" (titulo do livro deste observador, publicado 18 anos antes). Dois anos depois (1994), as duas entidades voltaram a encontrar-se em outro evento, o seminário fundador do Labjor, presidido pelo então reitor da Unicamp, Carlos Vogt, denominado "A Imprensa em Questão" (no Labjor incubou-se mais tarde o projeto deste Observatório da Imprensa). Além dessas, houve outras situações de convivência civilizada e profícua.
Esta convivência hoje é uma quimera. O "aprimoramento da indústria jornalística" levou a ANJ a assumir posições extremas, A entidade não patrocinou a brutal ação levada ao STF que resultou na extinção da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo e, na prática, liquidou no Brasil a milenar profissão de jornalista. Preferiu delegar o trabalhinho sujo a um sindicato patronal sem veleidades políticas, porém capitalizou a esmagadora vitória da argumentação – no mínimo apressada, diga-se – feita pelo ministro-relator, Gilmar Mendes.
Na matéria sobre a ANJ publicada no Estadão, a extinção da Lei de Imprensa é considerada como um triunfo da ANJ. Mas uma parte substancial dos seus associados está incomodada com o vazio legal resultante do fim deste estatuto. A questão do diploma não foi incluída no rol de vitórias da ANJ. A festejada entidade preferiu não assumir o tresloucado ato. Bom sinal.
Sinal mais auspicioso seria adotar plenamente o compromisso jornalístico de contar a verdade. Depois disso, tudo é possível.

Leia também
A greve dos jornalistas – Luis Nassif (rolar a página)

domingo, 26 de julho de 2009

Realmente divino



25/07/2009 - 15:00

O pequeno Mozart
Por Abelha
Nassif

Todos aqui no blog sabem de seu “encatamento” pelas crianças. Fala dos pequenos quase sempre como se tivesse sido hipnotizado por eles, sejam suas filhas e neta, seja qualquer criança.

Por isso vou falar de um menininho fantástico pra vc. E garanto que vai se apaixonar por ele!

Esta semana estava assistindo a um documentário no National Geographic e me deparei com este adorável garotinho americano de origem chinesa, MARC YU.

Filho de mãe solteira e criado com muito sacrifício por ela até ser descoberto como um dos maiores gênios mirins da atualidade.

Aos 2 anos Marc ouviu uma canção numa festa. Pouco depois, sentou-se ao piano e executou a música sem nenhum erro! Um ano depois, já tocava Beethoven.

O menino toca cello, violino e piano com maestria. Mas sua paixão e amor é pelo piano.

Hoje é capaz de tocar mais de 70 clássicos sem olhar a partitura. Seu talento e sucesso permitiram que ele fizesse um dueto com seu grande ídolo, o pianista chinês Lang Lang, de quem ganhou o apelido de “pequeno Mozart”. Para reforçar o talento, Marc pratica até oito horas de piano por dia. E adora!

Seu ouvido é tão afiado que reconhece qualquer nota musical como se identificasse cores. Segundo especialista isto é raríssimo em crianças de 7 anos!

Depois de ser descoberto a vida melhorou, a mãe recebe de entidades para cuidar do menino em casa, já que ele não frequenta escola comum, pois seus estudos equivalem a garotos de 15 anos (estava com 7 para 8 anos na época do documentário, hoje tem 10) e era motivo de chacota por ser genial em qualquer matéria.

O documentário também mostra a alegria do garoto quando descobre que já pode alcançar a oitava, pois os dedinhos cresceram o suficiente. É qdo a gente vê que ele realmente ama a música…

O menino é um fofo! Simpático, brincalhão, bem articulado e contador de piadas, já participou de vários programas de TV nos Estados Unidos, como o da Oprah.

Fico imaginando quantos gênios mirins devem existir no Brasil, cujo potencial nunca será descoberto por falta de atenção dos pais ou pelas deficiências inerentes de nossas escolas.

Ao mesmo tempo não sei até que ponto essa super exposição sobre sua genialidade poderá prejudicá-lo. Fica aberto à discussão para os especialistas do blog.

Lembrando que nosso genial Nelson Freire também começou a tocar aos 3 anos. Foi um garoto prodígio na época, parecia em jornais e revistas, ganhou viagens ao exterior.

Vejam como o garotinho manda bem:

Marc aos 9 anos em Shangai toca Korsakov
http://www.youtube.com/watch?v=TzmoO5ioVYI

Marc com 8 anos e seu grande ídolo, o fenomenal chinês Lang Lang - parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=f4AcsxOgS64&feature=related

Marc e Lang Lang - parte 3
http://www.youtube.com/watch?v=OeeYPIpNxxI&feature=related

Site de Marc e da mãe (uma oriental lindíssima por sinal)
http://marc-yu.com/

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Acesso a que cultura?

Cercado de artistas, Lula lança Vale Cultura em São Paulo em busca de "revolução" 23/07 - 22:48 - Marco Tomazzoni

SÃO PAULO – Um grande espetáculo serviu como plataforma para o lançamento do Vale Cultura na noite desta quinta-feira (23), no Teatro Raul Cortez, em São Paulo, na presença do presidente Lula, que assinou o documento que oficializa o envio do projeto de lei ao Congresso Nacional. O benefício, no valor de R$ 50, vai funcionar nos mesmos moldes dos vales-transporte e refeição e conta com apoio maciço da classe artística: Fafá de Belém, a coreógrafa Deborah Colker, Bruna Lombardi, Claudia Abreu, o cineasta Cacá Diegues e o clã Barreto – Luiz Carlos, Lucy e o filho, o diretor Bruno Barreto – foram apenas alguns dos presentes na cerimônia.




Lula observa apresentação no Teatro Raul Cortez e defende "acesso do povo à cultura"
Tanto entusiasmo se deve ao possível impacto econômico que a medida terá no setor. A previsão do Ministério da Cultura (MinC) é que a adoção do vale injete na indústria cultural cerca de R$ 600 milhões por mês, o equivalente a estrondosos R$ 7,2 bilhões por ano, utilizados na compra de livros, CDs, DVDs, ingressos de cinema, teatro, museus e shows. Conforme o ministro da Cultura, Juca Ferreira, o benefício não só deve trazer um incremento à renda dos artistas, como vai gerar um aumento nos postos de trabalho na área cultural. “Onde houver trabalhadores demandando cultura, haverá uma ampliação da oferta de emprego, gerando microeconomias nessas regiões”, apontou.
Esforçando-se para ser plural, a cerimônia reuniu artistas de diversas etnias e regiões do Brasil. Chico César, Roberta Sá, Tetê Espíndola, Vitor Ramil e Pinduca se apresentaram acompanhados e sozinhos, além de ter a companhia de um coral indígena, dançarinos e um grupo folclórico do Espírito Santo. Isso sem contar a participação do cineasta Eryk Rocha (filho de Gláuber), no palco para filmar ao vivo as apresentações. No encerramento, todos cantaram juntos a música “Comida”, dos Titãs – os versos “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte” têm sido usados à exaustão para ilustrar como a cultura é um “bem fundamental na cesta básica do brasileiro”, como diz Ferreira.
O Vale Cultura será concedido através de um cartão magnético, em um mecanismo similar aos outros vales, e será aceito apenas em redes credenciadas, cadastradas junto ao MinC. Se não utilizar todo o crédito de uma vez, o trabalhador pode usar o saldo restante no mês seguinte. O foco do programa são funcionários que ganham até cinco salários mínimos, o que, segundo dados da Receita Federal, deve abranger 12 milhões de pessoas. O empregado contribui com 10% do valor do vale, o equivalente a R$ 5 por mês. Os 90% restantes ficam por conta da empresa, que terá o benefício fiscal de abater com este gasto até 1% do imposto de renda.
Emocionado, Ferreira destacou o lançamento do programa como um “momento histórico”, uma “revolução” para colocar a cultura no centro do desenvolvimento do País. O ministro fez questão de reconhecer os pioneiros do projeto – o diplomata Sérgio Paulo Rouanet e o ex-ministro Gilberto Gil –, que primeiro pensaram nas vantagens da novidade. “Investir no consumo doméstico da família significa que serão gestados novos agentes culturais, novos artistas, criadores e poetas. Em pouco tempo, veremos que o espaço doméstico, até então conectado quase que exclusivamente à televisão, passará a ter também em seu interior outros atrativos.”
Um “cineminha” para ver “Lula, Filho do Brasil”
Acompanhado de perto pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, Lula até fez graça com o fato da mestre-de-cerimônias, a atriz Zezé Motta, citar mais de uma vez no protocolo a presença da possível candidata à presidência em 2010. “Eu não vou ler a nominata porque a Zezé Motta leu tantas vezes o nome da Dilma Rousseff que se tivesse um juiz eleitoral aqui, a Dilma já estava prejudicada”, brincou.




Lula abraça o cantor Chico César no palco
do Teatro Raul Cortez, em São Paulo

Se referindo ao Vale Cultura como uma “briga antiga”, Lula afirmou que o projeto é o primeiro passo para que “o povo brasileiro tenha acesso à cultura”. O presidente, no entanto, defendeu outras iniciativas para que o impacto seja mais efetivo. Como exemplo, elegeu a falta de salas de cinema e de teatro nas periferias como opção de entretenimento. “Cada vez fica mais difícil ir para o cinema por causa do transporte, segurança. O cidadão prefere sentar na frente da televisão e ver o que nós vemos, um misto de coisas boas com uma maioria de coisas ruins.”
A solução, na opinião de Lula, não seria estatizar os cinemas ou construir salas públicas, mas iniciar o debate em busca de uma política que inclua definitivamente os habitantes das áreas mais pobres e afastadas, onde está a maioria da população, através de uma combinação dos poderes das prefeituras, governo federal e estadual.
“Imaginar que um cidadão vai levantar lá nos confins do Judas, pegar um ônibus e levar duas horas para ir até o centro de São Paulo ver um filme é no mínimo não saber o conforto que é ficar na frente da televisão sem fazer nada.” E fez questão de citar “Lula, o Filho do Brasil”, filme biográfico de Fábio Barreto sobre anos de sua vida antes da presidência. “Um cineminha, Barreto, pelo menos para quando você terminar meu filme a gente ter esse prazer.”
O carro-chefe do Vale Cultura são as estatísticas do IBGE, datadas de 2006, de que apenas 14% da população brasileira vão mensalmente aos cinemas, 96% não frequentam museus, 93% nunca foram a uma exposição de arte e 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança. Por isso, a ideia é que o projeto de lei chegue à Câmara dos Deputados em caráter de “urgência urgentíssima”, seja votado daqui a 45 dias e depois siga para o Senado em busca de uma aprovação em tempo recorde.
“Espero que a gente consiga começar o ano com isso aprovado, porque depois também tem o processo cultural, que vai ter que ser trabalhado com os empresários, com os sindicalistas, na divulgação”, afirmou Lula. “É um trabalho que não é só do governo, mas dos artistas, da sociedade como um todo, para que as coisas possam acontecer.”